quarta-feira, 24 de abril de 2024

Os campeonatos estaduais precisam existir, mas em formato completamente diferente | por Chico Maia

Mesmice da pior qualidade. Estaduais já estão rolando. O Mineiro vem aí!

Dureza é aguentar a imprensa nacional achando que o Brasil se resume a São Paulo e Rio de Janeiro. Os programas de rádio, TVs e agora internet só falam dos times de lá. Uma praga.

Os campeonatos estaduais precisam existir, mas em formato completamente diferente. No mundo, tudo evolui, mas o futebol brasileiro não altera as fórmulas tacanhas destes estaduais, que, do jeito que são, só servem para atender aos interesses dos dirigentes das federações, de alguns comandantes de clubes e do monopólio da rede de TV que detém os direitos. Assunto para outras conversas nossas por aqui.

Dentro de campo são campeonatos que pouco ou nada acrescentam. Antigamente os times do interior eram mais competitivos, tinham bons jogadores, formados por eles mesmos, que os revendiam pós-campeonato, principalmente para os maiores clubes do próprio estado. Com a lei Pelé, os clubes do interior perderam essa condição para os atravessadores, batizados mais tarde como “agentes FIFA”. Hoje, são eles quem mandam, no mundo todo.

Em estados em que apenas dois clubes normalmente ficam com o título, perder o campeonato significa crise à vista, com demissão de treinador, irritação da torcida e recomeço às vésperas da primeira rodada da principal disputa, que é o Brasileiro.

Também é um inferno para as arbitragens. O vice-campeão acusa pesadamente os apitadores, auxiliares e agora o VAR de ter beneficiado o adversário e que o departamento de árbitros é uma “máfia” a serviço daquele que ganhou o título.

O clube do interior melhor colocado geral ao fim da disputa vai acusar os árbitros e a FMF de sempre ajudar os times da capital.

Aí, somos obrigados a ouvir canastrices como a do Tite, de que o campeonato carioca é melhor entre todos os estaduais. Demagogia e hipocrisia neste país é mato. O ex-técnico da seleção deveria continuar aposentado. Assim pouparia nossos ouvidos de ter de registrar as sandices deles.

Sobre as perspectivas do Galo, Raposa e Coelho, também é assunto para outro dia.

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