segunda-feira, 22 de julho de 2024

Jogo fraquinho e méritos do Uruguai na classificação à semifinal

Foto: x.com/CONMEBOL

por Chico Maia

Que bom ver o Uruguai chegando à fase decisiva da Copa América, jogando futebol sem pancadaria. E nos últimos 30 minutos com um jogador a menos, já que Nandez foi expulso corretamente por uma entrada violenta no Rodrygo.

Jogo muito abaixo da expectativa, sem lances de emoção de ambos os lados. Definitivamente a seleção brasileira não mete mais medo como em outros tempos. Tem bons jogadores, porém no mesmo nível das demais que sempre estão brigando no topo. Time comum, sem nenhuma estrela de primeira grandeza.

Pênalti é competência. Nada a ver com sorte, ao contrário do que disse depois da partida o capitão Danilo. Controle emocional fala mais alto neste momento. Quem consegue ter frieza se dá melhor, e aí é que está o perigo. Do maior craque ao maior perna de pau, todos estão sujeitos ao nervosismo. Nelinho, o maior cobrador que já vi, diz que ao partir para a cobrança, parece que cada perna pesa 100 quilos.

E não adianta tentar disfarçar. Nesta noite o zagueiro Militão se encaminhou com aparência absolutamente tranquila, até brincando com a bola. Errou. Na sequência, Douglas foi para a cobrança visivelmente nervoso, dando a impressão que erraria. E errou também.

Marcelo Bielsa é um técnico respeitadíssimo no mundo inteiro, apesar de não ter conquistado títulos de expressão. Amante do jogo limpo e do futebol bonito. Um Telê Santana. Aos 68 anos de idade, que o destino seja justo com ele, como foi com o Telê, que ganhou tudo que era possível com o São Paulo.

Que Bielsa seja campeão desta Copa América e faça uma grande campanha com o Uruguai na Copa do Mundo de 2026.

Pega a Colômbia numa das semifinais. Quem passar, enfrenta a Argentina ou o Canadá.