domingo, 23 de junho de 2024

Morte de Gilberto do Hamburdog está causando grande comoção e repercussão

Veja vídeos de homenagens nas redes sociais por parte de amigos e até de um morador de rua que recebia doação de lanches no Hamburdog

Divulgação CBMMG

O falecimento de Gilberto Pereira Araújo no último domingo (11) continua gerando grande comoção e também repercussão na imprensa estadual. Ele era piloto e instrutor de paraglider, além de proprietário do foodtruck Hamburdog que há muitos anos funciona na Praça Dom Carlos Carmelo Motta (Praça da Feirinha do Centro).

Nas redes sociais vários comentários e homenagens de amigos e pessoas que conviveram com Gilberto. Como o advogado Bruno Vilas Boas que relembrou um momento marcante que o amigo o salvou em uma trilha de bicicleta (foto): “Parece que as pessoas mais alegres vão no carnaval. Ano passado perdi a tia mais animada no sábado de carnaval e agora Gilbertão nos deixa no domingo de carnaval. Gratidão a essa grande pessoa que foi aqui na terra. Socorreu-me na trilha logo após o laranjinha depois da corrente da bicicleta ter arrebentado e como um Mc Gaiver emendou a corrente batendo duas pedras e ainda rodei mais uns 50 km até o Pacu”.

Guil, Daniel Pacu, 1000tinho, Gilbertão, Ju Guiscem, Sávio, Fernandinho Pareja e Bruno

O reconhecimento da generosidade de Gilberto veio até de um morador de rua:

Homenagem

No próximo sábado (17) está sendo organizada uma missa às 8h na Serra Santa Helena em homenagem a Gilberto. Amigos e clientes vão se reunir às 7h na Praça da Feirinha para subirem a serra juntos.

Último voo

Gilberto sofreu um infarto durante um voo duplo na Serra de Santa Helena na tarde de domingo (11) e de acordo com o Corpo de Bombeiros, o paraglider caiu de uma altura de cerca de 20 metros. O homem chegou a ser atendido pelos militares, mas não resistiu e veio a óbito. Ele estava com a adolescente Dafiny que sofreu ferimentos leves e foi socorrida.

O caso gerou repercussão em sites da capital como a Itatiaia, que chegou a pedir ajuda do 7DiasNews para suas matérias. O amigo de infância e diretor do Clube de Voo Livre da cidade, Rogério Faria de Almeida, contou à Itatiaia que Gilberto, que tinha 24 anos de experiência em voos de parapente, havia ido jogar as cinzas de uma senhora que tinha feito esse pedido à família. Quando retornou, viu a menina Dafiny, de 13 anos, vendendo cones de chocolate próximo à pista, e se ofereceu para realizar o sonho dela, que era voar de parapente.

Confira o depoimento da menina antes de voar e a decolagem:

Em entrevista à Itatiaia, Dafiny contou que poucos minutos após a decolagem ouviu um barulho estranho e que ao olhar para trás viu o piloto com a cabeça tombada e os olhos paralisados. Ela tentou reanimá-lo batendo levemente em seu rosto, mas como o piloto não reagia, a menina se deu conta de que a situação era grave. Começou a rezar e teve a intuição de apertar os cintos e, apesar do pânico, se manteve no equipamento que chegou a passar ao lado de fios de alta tensão e, por fim, aterrissou numa mata em cima de uma árvore, próximo à pista de pouso. O corpo de Gilberto caiu por cima da menina que teve de fazer bastante força para tirá-lo. Após se soltar dos cintos, deitou o piloto no solo e saiu correndo em busca de ajuda. A mãe da garota assistiu tudo e, como o pouso foi fora da pista de pouso, sabia que tinha algo errado, mas pressentia que a filha estava bem.

Por Ana Amélia Maciel