segunda-feira, 15 de julho de 2024

Em meio a polêmica, novo Conselho de Defesa dos Direitos das Mulheres é eleito em SL

Foram três candidatas e Renata Campos, representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi eleita

Foi realizada na manhã desta terça-feira (24) a eleição da nova mesa diretora do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos das Mulheres (CMDM), de forma online e aberta ao público.

Renata Campos foi eleita como nova presidente do CMDM

A reunião começou com uma capacitação oferecida pela equipe técnica da central dos conselhos do município às novas conselheiras. Foram explanadas as atribuições do conselho, das conselheiras, das comissões temáticas, da plenária e brevemente sobre os Conselhos e legislações estaduais e federais relacionadas ao tema.

Logo em seguida abriu-se a votação para a próxima presidente do Conselho que, necessariamente deveria ser uma representante da sociedade civil dentro da organização, visto que a legislação vigente preza pela alternância de poder.

A conselheira Priscila Horta representante eleita para a cadeira “notório saber” colocou seu nome à disposição, na sequência a representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Renata Campos.  A representante do Coletivo Várias Marias, Maria Paula Monteiro, também entrou na disputa. A decisão foi do coletivo, após saberem que o poder público estava se articulando para impedir que feministas ganhassem a presidência do órgão. 

As conselheiras antigas e mais atuantes perceberam a articulação e algumas declararam isso na reunião. Priscila Horta então abriu mão da candidatura em favor de Maria Paula e, ainda assim, o resultado da votação deu uma diferença de apenas um voto pela eleição de Renata: 7 a 6.

A ex-conselheira Márcia Brandão reconheceu o resultado da eleição, mas avaliou que houve interferência externa. “Em uma cidade onde as mulheres são atacadas, coagidas, assediadas e discriminadas todos os dias, me parece que o poder público quer evitar dar voz à luta pelo direito e pela defesa dos direitos de todas as mulheres. Estão com medo das feministas”, afirmou ao jornal Sete Dias.

“Tentaram ainda emplacar como vice-presidente a representante da secretaria de assistência social e direitos humanos, mas esta foi derrotada pela Anna Cecilia Amorim, conselheira atuante desde da composição do colegiado que ficou com o cargo. O conselho é um órgão de controle social e o que pareceu hoje é que se tornou um órgão controlado pelo poder público”, completou Brandão.

A resultado da eleição ficou assim:

Presidente: Renata Campos – representante da OAB

Vice-presidente: Anna Cecília Amorim – representante da secretaria de saúde

1ª Secretária: Rachel Branco Ribeiro – representante do SERPAF

2ª Secretária: Amanda Pedrosa – representante da procuradoria do município.