sábado, 22 de junho de 2024

Editorial – Em 2024, atentos a 2026

Sete Lagoas e cidades vizinhas precisam eleger prefeitos e vereadores sérios nas eleições de outubro. Eles serão os principais cabos eleitorais para os pleitos estadual e federal em 2026.

Particularmente, Sete Lagoas e região, têm de ficar atentos a isso, já que a nossa fragilidade política tem sido muito nociva aos interesses locais e regionais.  

Nos últimos anos os deputados estaduais, federais e senadores passaram a ter muita força para destinarem verbas para seus redutos eleitorais, por meio das emendas parlamentares. Além do mais, são cada vez mais atendidos pelos governadores e presidente da república., que necessitam de acordos políticos para conseguirem a famosa “governabilidade”.

Antes já tinham bastante força, agora, mandam. Para ficarmos em apenas três exemplos, lembremos grandes benefícios na saúde e na política regional: quando Renato Azeredo comandava a política regional, Juscelino Kubitschek era figura carimbada por aqui. Sempre presente, nos tempos de presidente, senador e depois.

Tancredo Neves foi eleito governador e Renato, seu braço direito, nomeado Secretário de Governo.

Por indicação de Renato, vários sete-lagoanos e nomes da região ocuparam cargos importantes no estado e em Brasília. A Embrapa foi uma conquista, graças às articulações dele.  

A moderna e funcional sede do Consórcio Intermunicipal de Saúde da Microrregião de Sete Lagoas (CISMISEL), que atende com excelência a 14 cidades da região, foi inaugurada em 2016, construída com recursos oriundos de emenda parlamentar destinada pelo então deputado estadual Duílio de Castro. A informação é do atual presidente do CISMICEL, Clecio Goncalves da Silva – Clecinho -, prefeito de Cachoeira da Prata, que aliás, está fazendo uma gestão revolucionária no órgão.

O outro exemplo, está na foto que ilustra este editorial: o saudoso José Ivo Gomes de Oliveira, passando a presidência da CEMIG, ao pompeano Carlos Eloy Carvalho Guimarães, depois de ter sido também Secretário de Estado do Meio-Ambiente. Ivo era o representante da nossa região no governo Newton Cardoso e durante todo o mandato, permaneceu no primeiro escalão e com voz ativa. Fruto de acordo político do então prefeito Marcelo Cecé, que apoiou a eleição de Newton, sob a condição de que Sete Lagoas tivesse um representante em algum cargo relevante no estado.

Com o enfraquecimento político da cidade e região, de lá para cá, nunca mais tivemos um nome local ou regional ocupando função relevante no estado ou na União. E após Márcio Reinaldo, que largou o Congresso para se tornar prefeito em 2012, nem deputado federal.