segunda-feira, 22 de julho de 2024

Maior problema do Cruzeiro não é treinador: é a diretoria do futebol | por Chico Maia

Sucesso ao Fernando Seabra, que pelo passado na base, pode se dar bem como técnico profissional. (Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro/divulgação

Porém, sem o suporte de uma diretoria de futebol competente, nenhum treinador dá conta de montar um time vencedor. A entrevista coletiva do diretor Pedro Martins tentando explicar a demissão do Larcamón foi ridícula. Não falou coisa com coisa.

Até Procópio Cardozo, profundo conhecedor do futebol e do Cruzeiro, que sempre apoiou o Ronaldo, ficou espantado e comentou:

@procopiocardozo “Bom dia estou impressionado com o amadorismo do pessoal que o @Ronaldo trouxe para cuidar do futebol profissional do @Cruzeiro. Não salva um.”

Josias Pereira, um dos melhores jornalistas da nova safra mineira:

@josiaspereira “Não existe proposta técnica na SAF do Cruzeiro. Lembremos que o Seabra estava aqui e foi embora. Dentre todas as avaliações que foram feitas, por que o nome dele foi descartado? E por que ele volta agora como solução para uma sequência de temporada?”

O Adroaldo Leal, da 98 FM mandou um trecho do que falou o diretor de futebol:
@AdroaldoLeal “O diretor de futebol do Cruzeiro Pedro Martins disse que existia uma distância importante entre o método da comissão técnica de Nico Larcamón, e o método e prática do clube, por isso foi tomada a decisão do desligamento do treinador.”

Ronaldo Nazário foi um fenômeno como jogador e agora se diverte como dono de clubes de futebol. Foi mal na primeira experiência nos Estados Unidos, saiu fora. Continua patinando na segunda experiência, mal no Valladolid/Espanha, batendo cabeça.

Na sua aventura mais ousada, que é o Cruzeiro, troca de técnico de quatro em quatro meses: Paulo Pezzolano, Pepa, Zé Ricardo e Nicolás Larcamón.

Fez um “negócio da China”, e virou dono do clube. Despachou para Belo Horizonte amigos boleiros e burocratas para trabalhar para ele. No futebol, até agora, só frustração para a torcida que sonhou que, com ele, a Raposa voltaria a ser o que já foi imediatamente. Comandar futebol, escolher comissão técnica e montar time competitivo não é simples. Não basta ter sido um grande jogador.

Baseado nessa reportagem do portal Terra, de 14 de janeiro de 2022, veja o critério (ou a falta) do “Fenômeno” para montar o comando do futebol  do Cruzeiro: “… O novo dono do Cruzeiro, Ronaldo Fenômeno, está tentando montar uma equipe de colaboradores com ex-parceiros de Corinthians. Depois de Paulo André, Elias, ex-volante do Timão, foi convidado pela direção da Raposa para compor o departamento de futebol. Elias está fora dos campos desde 2020 quando defendeu o Bahia. As conversas entre Elias e a Raposa já aconteceram. Ele e Ronaldo se encontraram em um hotel de Belo Horizonte, além de uma visita na Toca da Raposa II. Elias vem realizando cursos desde que deixou o Bahia. Ronaldo e o ex-volante jogaram juntos no Corinthians de 2009 a 2010.

Elias também foi companheiro de Paulo André, ex-zagueiro e principal responsável do futebol no Cruzeiro, desde que foi comprado por Ronaldo, no fim de 2021…”

Que coisa! Mais parece uma “ação entre amigos”. Ano passado apareceu o ex-meio campista argentino D’Alessandro, ex-Internacional. Durou pouco.

Interessante é que o Paulo Autuori está lá, mas suas opiniões não devem ser acatadas, no sistema “moderno” de decisões colegiadas implantadas pelo manda chuva maior do clube, Gabriel Lima, formado em Administração pela Universidade Federal Fluminense.

No comando da diretoria de futebol, aparece Pedro Martins, também de curriculum muito legal, segundo o www.linkedin.com/in/pgsmartins/overlay/contact-info/

Pedro Martins

Diretor de Futebol no Cruzeiro Esporte Clube

Administrador com MBA na Universidade de Liverpool-ING e atualmente é Diretor Executivo de Futebol do Cruzeiro Esporte Clube. Durante os últimos anos foi Vice Presidente de Competições da Federação Paulista de Futebol e contribuiu ativamente com o desenvolvimento dos projetos de futebol da Ferroviária de Araraquara e Club Athletico Paranaense. Além disso, acumula experiência profissional em clubes como Olé Brasil e Queen Park Rangers-ING.”

Mas, quem sabe ainda dá certo?

Como diria o Adilson Batista, “vamos aguardarrr”!

Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro/divulgação