sábado, 22 de junho de 2024

Em depoimento à Polícia Civil, autor do assassinato do ex-delegado Hudson Maldonado afirma que “não queria matar”

Rodrigo César Costa Barbosa, ex-policial civil, suspeito de esfaquear e atear fogo no delegado aposentado Hudson Maldonado Gama, se entregou na Delegacia de Homicídios de Sete Lagoas. Durante seu depoimento – na tarde de ontem, sexta-feira (24/05) – Rodrigo afirmou que “não queria matar” o ex-delegado.

Rodrigo César será indiciado por homicídio triplamente qualificado. Foto: Redes Sociais

A delegada Fernanda Mara de Assis Costa revelou em coletiva de imprensa que Rodrigo estava tentando recuperar o cargo perdido há 18 anos, mas após uma série de derrotas judiciais, incluindo uma recente decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ele teria ficado com rancor contra Maldonado, um dos responsáveis por sua expulsão.

Rodrigo chegou à delegacia sozinho, sem advogado, e afirmou que a Defensoria Pública recusou acompanhá-lo. Ele disse que não queria mais ficar escondido no mato e desejava responder ao processo judicial.

Rodrigo admitiu ter ido à casa do ex-delegado com uma faca e gasolina, mas alegou que sua intenção era apenas agredi-lo. No entanto, sob forte emoção, ele acabou usando muito combustível, resultando na morte de Hudson. A perícia ainda determinará se a vítima foi esfaqueada antes de ser queimado, pois o corpo foi completamente carbonizado.

Rodrigo será indiciado por homicídio triplamente qualificado. A polícia continuará investigando o caso, ouvindo testemunhas e pessoas próximas aos envolvidos.

O crime

Rodrigo chegou à residência de Hudson Maldonado, no bairro CDI II, fingindo ser entregador. Ameaçou a cuidadora e forçou a entrada, dizendo que seu problema era com Maldonado, a quem culpava por sua demissão de 18 anos atrás.

Após invadir o imóvel, Rodrigo ateou fogo no quarto onde o ex-delegado, debilitado por um AVC, estava, resultando na morte do policial aposentado.

A perícia e a equipe policial estiveram no local para coletar vestígios, e o corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) para exame de necropsia e posterior liberação aos familiares.