segunda-feira, 22 de julho de 2024

Diamantina reverencia Pacífico Mascarenhas, “pai da Bossa Nova mineira”, e lamenta a sua morte

O Diário do Comércio publicou esta foto de Pacífico Mascarenhas, na sede do Minas Tênis Clube em Belo Horizonte ao lado da estátua criada em sua homenagem Foto: Orlando Bento/Minas Tênis Clube

“Bem, João Gilberto criou a batida da bossa nova em Diamantina, não? E o Pacífico Mascarenhas, que, por acaso estava lá, ao lado dele, foi um dos que primeiro entenderam o recado. Graças ao Pacífico, dois dos primeiros shows de João Gilberto depois de gravar ‘Chega de Saudade’ foram em BH, no Iate e no Automóvel Clube”, declarou o escritor Ruy Castro ao jornal O Tempo em 2019.

Pacífico era um expoente da música de Minas Gerais e, assim, como parceiro de João Gilberto, contribuiu para carimbar Diamantina na História da Música Popular Brasileira com a Bossa Nova.

Nascido em Belo Horizonte (MG), Pacífico Mascarenhas (21 de maio de 1935 – 9 de abril de 2024) recebeu várias honrarias em vida, como a Comenda do Mérito Artístico Rômulo Paes, concedida pela da Câmara Municipal de Belo Horizonte, o Diploma de Honra ao Mérito da Ordem dos Músicos de Minas Gerais, em 2003 e a Medalha Presidente Juscelino Kubistchek, em 2003. Em 2019, ele foi homenageado com uma estátua no Minas Tênis Clube.

Pacífico era amigo de João Gilberto e, ao lado dele e de nomes como Ivo Pitanguy, Fernando Sabino e Hélio Pellegrino, participou do movimento que ficou conhecido como a Turma da Savassi, um grupo artistas que fazia serestas em Belo Horizonte nos idos dos anos 1950.

Além de músico, Pacífico era empresário. Ele deixa a esposa, Emília Margarida, com quem teve três filhos, Francisca, Alexandre e Carlos.

Diamantina hoje reverencia a vida, a arte e a contribuição de Pacífico para a história de Diamantina e da música! Um legado a se orgulhar!

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