segunda-feira, 15 de julho de 2024

Demissão de treinador: fórmula usada com Pepa não deu certo e Cruzeiro repete com Larcamón, que teve quase 60% de aproveitamento | por Chico Maia

Foto: Twitter/Gustavo Aleixo/Cruzeiro

O Campeonato Mineiro serve para isso: provocar crise em quem perde o titulo, especialmente quando se trata de final entre Atlético e Cruzeiro. Dessa vez, caíram dois: na iminência de perder o Campeonato, depois de passar aperto para se classificar, o Galo mandou o Felipão embora.

Agora, Nicolás Larcamón, com 14 jogos, 7 vitórias, 4 empates e apenas três derrotas, foi demitido pelo Cruzeiro. Não aguentou os 3 a 1 tomados do Atlético, ontem. Certamente a eliminação precoce da Copa do Brasil, pelo inexpressivo Sousa/PB, também pesou. Mas é importante lembrar que ele teve um elenco altamente limitado para trabalhar. A rigor, apenas um jogador de nível mais elevado: Matheus Pereira. Os demais, voluntariosos e olhe lá.

Vamos ver como será o desempenho do sucessor, ainda não anunciado pela diretoria, na semana de estreia no Campeonato Brasileiro. Ano passado, o português Pepa fazia uma campanha boa, brigando no meio da tabela de classificação para cima. De forma surpreendente foi substituído pelo Zé Ricardo, depois pelo Paulo Autuori e lutou bravamente contra o rebaixamento.

Esses amigos que o Ronaldo pôs no comando do futebol do Cruzeiro estão precisando se explicar.        

A nota distribuída hoje pelo clube informando a demissão de Larcmón e cia:

“O Cruzeiro comunica que decidiu pela descontinuidade de Nicolás Larcamón no comando técnico da equipe. Além do treinador, deixam o clube os auxiliares técnicos Javier Berges e Damian Ayude, o analista de desempenho Miguelangel Leopardi e o preparador físico Juan Cruz Monaco. Agradecemos por todo o comprometimento no dia a dia do Cruzeiro e desejamos sucesso na sequência da trajetória dos profissionais”.