sábado, 13 de julho de 2024

Começa o Brasileirão: quem briga na cabeça e quem briga pra não cair | por Chico Maia

Grandes jogos sábado e domingo e com mudança de patrocinador da CBF na disputa do nome: sai Assaí entra Betano, que aliás soltou um guia virtual muito legal esta semana: @Brasileirao “Ela chegou! A primeira agenda do #BrasileirãoBetano! A bola vai rolar no Mais Equilibrado! #ÉoBrasileiro!”

Paulinho, artilheiro do Brasileiro 2023 com 20 gols. (Foto: twitter/Atlético)

O tempo passa e tudo muda. Me lembrei dos tempos dos jornais e revistas impressos. Os tão aguardados guias que eles soltavam na véspera da primeira rodada de todo campeonato. O melhor, disparado, era da Revista Placar. Até hoje tenho alguns exemplares guardados. Eram inspirados nos da Revista El Gráfico da Argentina, que por sua vez se inspirou nos da Guerin Sportivo, de Turim, que está lá firme até hoje. A mais antiga revista esportiva do mundo, fundada em 1912.

A origem da Editora Abril, criadora da Placar, é na Argentina. Foi lá que os irmãos Civita iniciaram o “Império Abril”, que infelizmente se desmoronou. Está no livro “O dono da banca”, excelente obra do jornalista Carlos Maranhão, de 2016.

Muita gente da imprensa arriscando palpites quanto a quem vai brigar pelo quê este ano. A maioria põe o Atlético entre os três candidatos ao título, junto com Palmeiras e Flamengo, assim como essa mesma maioria acha que o Cruzeiro vai brigar para não cair, junto com Atlético-GO, Criciúma, Juventude, Vasco e Vitória.

Não arrisco palpitar. Como dizia o saudoso comentarista Flávio Geraldo Anselmo, prefiro “guardar a minha boca pra comer minha farinha”.

 O futebol brasileiro é de previsões difíceis demais. Já vi surpresas demais nos dois extremos. No nosso caso, de Minas, o Atlético era apontado como o maior favorito em 1984, comandado pelo Rubens Minelli, e foi um retumbante fracasso. Em 1994, de novo, era um dos favoritos, com a “Selegalo”, do Valdir Espinosa, que fracassou. Porém, o regulamento previa a tal “repescagem” e o Galo parar lá. Aí comandado por Levir Culpi, contratado para o lugar do Espinosa. Ninguém dava nada pelo time nem pelo Levir, até então conhecido como treinador apenas no futebol paranaense. Pois, ele arrumou a casa, revelou-se excelente treinador e só não chegou à final do Brasileiro porque o goleiro Humberto falhou feio numa cobrança de falta do Branco (lateral esquerdo campeão do mundo nos EUA em 1994).

E o Cruzeiro de 2013? Estava igual o atual, sendo apontado como candidato ao rebaixamento. Sob comando do Marcelo Oliveira, foi campeão, depois de liderar durante quase todo o campeonato.

Um dos jornalistas que mais admiro,

Cláudio Arreguy, mineiro radicado em São Paulo, dos mais experientes do país, opinou via twitter:

@c_arreguy “Brasileiro em pré-resumo

Favoritos: Fla, Palmeiras e Galo

Olho neles: Athletico, Flu e Inter Podem surpreender: Cuiabá, Fortaleza e Grêmio

A ver: Bahia, Botafogo, Bragantino, Corinthians e São Paulo

Preocupam: Atlético-GO, Criciúma, Cruzeiro, Juventude, Vasco e Vitória”

Aguardemos!