segunda-feira, 22 de julho de 2024

Botafogo 3 a 0 num Atlético sem criação, sem inspiração e desorganizado

Foto: Vítor Silva/BFR

por Chico Maia

Com Gustavo Scarpa desperdiçado na lateral direita, enquanto poderia estar coordenando as ações do meio campo atleticano.


Aos 12 minutos, 1 a 0 pro Botafogo com uma facilidade impressionante. Além do belo chute do Luiz Henrique, um sistema defensivo manso, bondoso, estilo “Madre Tereza de Calcutá”, que não perturba ninguém. Os atacantes adversários ficam bem vontade, dentro e fora da área.


Aos 23, Cadu tenta fazer o que ele não dá conta, pois não tem essa bola toda, de sair jogando entre vários marcadores. Perdeu a bola, ficou deitado, pedindo falta, assistindo o Igor Rabelo correr atrás e cometer falta, por trás, que lhe valeu o cartão vermelho.


O zagueiro que não tem futebol para ser titular do Atlético e que aos 29 anos de idade comete uma falta infantil dessas, que ele sabia que resultaria em expulsão.


Segundo tempo morno, e aos 33 minutos, novo chutaço, da entrada da área e Cuiabano fez 2 a 0. E aos 48, Savarino, que entrara aos 25 minutos no lugar do Gregore, chutou também da entrada da área e fez 3 a 0.

Tenho que concordar com o Luciano Dias, da Band, que definiu bem: @jornlucianodias “Que salada é esse time do Atlético. Cadu em uma posição diferente em cada jogo. Zaga sempre mal posicionada. Equipe sempre exposta e sem criação. Nem sempre a justificativa será os desfalques.”.
Falou e disse. Só com este grupo que está aí, o Atlético terá dificuldades em ficar entre os 10 primeiros do Brasileiro.


Bernard está pronto para jogar. O zagueiro Lyanco, quase, mas não se sabe como está física e tecnicamente. Os donos vão ter que enfiar a mão bolso pra dar mais opções ao Gabriel Milito.


No mais, com um a menos desde os 24 minutos, ninguém conseguiu jogar nada. Hulk e Paulinho isolados na frente, longe um do outro, tendo que voltar para ajudar a defesa, para evitar uma nova goleada.
Com 18 pontos, 12º colocado, quinta-feira o Galo recebe o São Paulo, 21h30.