sábado, 13 de julho de 2024

Atualmente, o assunto que gera menos comentários nas mídias envolvendo futebol é seleção brasileira | por Chico Maia

O bom começo do Dorival Jr., a coragem do Vinícius na luta contra o racismo e jogo de hoje contra a Espanha

(Foto: Rafael Ribeiro/CBF)

Atualmente, o assunto que gera menos comentários nas mídias envolvendo futebol é seleção brasileira. Natural. Afinal, há tempos é uma seleção de nascidos no Brasil, mas que não jogam por clubes daqui. Os tempos são outros e a tendência é que esse distanciamento cresça.

A vitória sobre a Inglaterra em Wembley, em seu primeiro jogo à frente da seleção brasileira, foi um prêmio à opção do Dorival pela simplicidade, sem toda aquela pompa e chatice, até na fala, dos tempos do Tite.

O novo comandante da seleção não inventa, segue a cartilha do “feijão com arroz”, dando corda ao talento e à liberdade das novas promessas de ídolos maiores do nosso futebol, como o Vinicius Jr. e o Endrick. Aliás, jogador de 17 anos, pedindo passagem para ser titular da seleção. Nos clubes, a maioria dos treinadores pipoca para dar chances reais a jogadores até mais velhos, como o Alisson (18), no Atlético, que segundo o Felipão, ainda não está preparado.

Dureza!   

O comunicado da CBF sobre este jogo, “além de ser um clássico do futebol mundial, o amistoso (17h30), faz parte da campanha de combate ao racismo promovida pela CBF e pela Federação Espanhola de Futebol. Vítima de uma série de ataques racistas nos últimos anos, o atacante Vinicius Júnior receberá o apoio das duas torcidas…”

Tomara que realmente ele receba o apoio da torcida espanhola porque tem sofrido demais lá em quase todas partidas que faz pelo Real Madri.

Louvável a força e coragem dele para botar a boca no mundo a cada ataque que sofre, por menor que seja. Ele poderia fazer como outros, que simplesmente desprezam os racistas e deixam passar batido. Sofreria menos, mas em compensação não haveria essa mobilização cada vez maior, em todo o mundo contra o racismo.

Vini Jr com o agasalho “uma só pele, uma só identidade”. A batalha contra o racismo continua (Foto Rafael Ribeiro/CBF)